quinta-feira, 12 de julho de 2018


Plano de Voo é um documento que contém informações a respeito de um voo (ou parte de um voo) que foi planejado pelo piloto em comando de uma aeronave.Tais informações são fornecidas aos órgãos que prestam serviços de tráfego aéreo (ATS).
Envolve basicamente dois pontos principais de segurança: o cálculo do consumo de combustível e a concordância do plano com o controle de tráfego aéreo, para minimizar as possibilidades de colisão em pleno voo.Plano de Voo é um documento que contém informações a respeito de um voo (ou parte de um voo) que foi planejado pelo piloto em comando de uma aeronave.Tais informações são fornecidas aos órgãos que prestam serviços de tráfego aéreo (ATS).
Inclui informações tais como:
  • Aeródromo de decolagem e aeródromo de destino.
  • Aeródromos de alternativa de pouso (para situações tais como falta de combustível, falha de funcionamento da aeronave, mau tempo, falha de comunicações etc.).
  • Detalhes da rota a ser voada (aerovias utilizadas, pontos geográficos e/ou auxílios-rádio que balizarão mudanças de velocidade e/ou de nível de voo durante a rota etc.).
  • Tempo estimado em rota.
  • Regra de voo (IFR ou VFR).
  • Dados de identificação do piloto em comando.
  • Número de pessoas a bordo (POB).

Tipos de plano de voo

Existem três tipos de plano de voo:
  • Plano de Voo Completo;
  • Plano de Voo Simplificado; e
  • Plano de Voo Repetitivo.

Plano de Voo Completo

O Plano de Voo Completo (PVC) é o que contém informações mais completas a respeito de um voo pretendido.
No Brasil, deverá ser preenchido utilizando-se o formulário IEPV 100-20 e apresentado em uma Sala AIS de Aeródromo até 45 min antes da hora estimada de calços-fora (EOBT).

Plano de Voo Simplificado

O Plano de Voo Simplificado (PVS), conhecido antigamente como "Notificação de Voo" (NTV), é aquele utilizado exclusivamente quando se pretende voar sob regras de voo visuais (VFR) e inteiramente dentro de uma ATZ (Zona de Tráfego de Aeródromo), CTR (Zona de Controle), TMA (Área de Controle Terminal) ou, na inexistência daqueles espaços aéreos, em um raio de até 50Km (27 NM) do aeródromo de partida.
No Brasil, o PVS deve ser preenchido utilizando-se o IEPV 100-7 , e apresentado em uma Sala AIS de Aeródromo até 10 min antes do EOBT, a menos que o piloto em comando apresente o PVS por radiotelefonia, diretamente ao órgão ATS: neste caso, não se exigirá antecedência mínima.

Plano de Voo Repetitivo

O Plano de Voo Repetitivo (RPL) é aquele que se realiza frequentemente e com idênticas características básicas. É apresentado para retenção e uso repetitivo pelos órgãos ATS. O RPL é utilizado nos voos regulares, charters, fretamentos e da rede postal, autorizados pela Autoridade de Aviação Civil do país.
O RPL deve ser utilizado sempre que um voo for realizado com frequência tal que ocorra pelo menos uma vez por semana e totalize no mínimo 10 (dez) voos, ao longo de 2 (dois) meses.
Aplicam-se os RPL somente aos voos IFR e a todos os voos sujeitos a Horário de Transporte Aéreo (HOTRAN).
Considera-se requisito básico de utilização que os dados dos RPL tenham um alto grau de estabilidade (imutabilidade), e de modo que as mudanças que porventura ocorram possam ser facilmente executadas.
No Brasil, o RPL deve ser apresentado à Central de Planos de Voo Repetitivos (CPVR) do Centro de Gerenciamento da Navegação Aérea (CGNA), por meio de formulário eletrônico, utilizando-se a rede mundial de computadores (internet), ou, alternativamente, por meio de remessa via FAX. O RPL também pode ser apresentado pessoalmente, na CPVR do CGNA, por meio de formulário impresso (IEPV 100-21), em duas vias.
Todos os Planos de Voo Repetitivos têm validade de 45 min, a partir do EOBT.
Qualquer mensagem de atualização de plano de voo—DLA (atraso), CHG (modificação) ou CNL (cancelamento) -- deverá ser apresentada em formulário próprio, até 35min após o EOBT.

Termos utilizados

Alguns termos e expressões utilizados nos planos de voo e reconhecidos internacionalmente:


terça-feira, 10 de julho de 2018


Rota aeronáutica é uma rota em que passam aviões, semelhante a uma rodovia para carros. É um corredor definido que conecta um local especificado a outro em uma altitude especificada, ao longo do qual uma aeronave que atende aos requisitos da via aérea pode ser usada.
Logo abaixo, alguns exemplos de cartas aéreas.



Um importante marco na evolução da transição das aerovias brasileiras do sistema convencional – baseado em auxílios de navegação em solo, via ondas de rádio – para as rotas RNAV (navegação por área) –  orientadas a partir de satélites e sistemas digitais de bordo – está previsto para o ano que vem. Até o final de 2016, todas as chamadas “aerovias de alta”, acima de 24.500 pés (7.468 metros), geralmente usadas pela aviação comercial (cias aéreas) na etapa de voo de cruzeiro, operarão em RNAV.


A tecnologia vem sendo implementada já há algum tempo no País e é parte do pacote de recursos da Navegação Baseada em Performance (PBN, Performance Based Navigation), que também vem  sendo implementada nas áreas de terminais aéreas, sob a modalidade RNP – Required Navigation Performance (vide vídeo). Sua consolidação na totalidade do espaço aéreo superior do País representa um marco simbólico para a navegação aérea brasileira, inclusive no contexto da aviação mundial.


Com o RNAV, as aeronaves seguem trajetórias de voo mais curtas e diretas; não precisam zigue-zaguear entre auxílios baseados em solo para alcançar seus destinos. Elas são orientadas por meio de satélites e outros recursos digitais, que as auxiliam a manter o curso na demarcação planejada, considerando a navegação aérea  ponto a ponto e não somente a interceptação de radiais e magnéticas.



sexta-feira, 6 de julho de 2018


Hub (do inglês), plataforma giratória de voos, e centro de conexão são designações dadas ao aeroporto utilizado por uma companhia aérea como ponto de conexão para transferir seus passageiros para o destino pretendido. É parte do sistema hub-and-spoke ("cubo e raios", como em uma roda de bicicleta), no qual viajantes em trânsito entre aeroportos que não são servidos por voos diretos trocam de aeronave para continuar sua viagem ao destino final. Muitas companhias aéreas têm seus hubs situados em aeroportos das cidades onde ficam sua sede, hangares ou terminais.
Algumas companhias aéreas podem usar apenas um hub, enquanto outras usam vários. Hubs são usados no transporte de passageiros bem como no transporte de carga.
Muitas companhias utilizam também cidades-foco, que funcionam da mesma forma que hubs. Companhias aéreas podem também usar hubs secundários, que são um termo não técnico para grandes cidades-foco.
Casos deste tipo podem ser encontrados em:

Relação de hubs

Alguns dos hubs mais movimentados, por continente, são:
Oceania - Kingsford Smith (Sydney) e Auckland (Auckland).
América Central - Cidade do Panamá (Cidade do Panamá).